Mesmo perdido na montanha de títulos exibidos na Mostra de SP do ano passado, “A Floresta dos Lamentos”, da cineasta japonesa Naomi Kawase, produziu sobre o espectador uma experiência de revelação. Ao fazer a crônica de um luto numa perspectiva panteísta, a cineasta japonesa convertia a câmera em instrumento de um animismo, capaz de enxergar vida até nas coisas inanimadas.
Para os que se entusiasmaram com a experiência, duas boas notícias: Kawase concluiu e lançou “Sete Noites” (“Nana Yo Machi”, no original), seu trabalho seguinte, e este novo filme da diretora integra uma retrospectiva dentro do Indie 2009, festival que acontece em Belo Horizonte de 3 a 10 de setembro e em São Paulo de 17 a 24 de setembro.
Na retrospectiva serão exibidos 12 títulos de Kawase, divididos entre sete documentários e cinco ficções. A lista completa:
DOCUMENTÁRIOS
- “Ni tsutsumarete” (“Embracing”) - 1992
- “Katatsumori” - 1994
- “Ten, mitake” (“Seen the Heaven”) - 1995
- “Hiwa katabuki” - 1996
- “Kya Ka Ra Ba A” - 2001
- “Tsuioku no dansu” (“Letter from a Yellow Cherry Blossom”) - 2002
- “Tarachime” - 2006
FICÇÕES
- “Suzaku” - 1997
- “Hotaru” - 2000
- “Shara” - 2003
- “Mogari no mori” - (“A Floresta dos Lamentos”) - 2007
- “Nana yo machi” (“Sete Noites”) - 2009
Como os trabalhos anteriores de Kawase, a trama de “Sete Noites” resume-se a duas linhas. Conforme descrição postada pela diretora em seu site, “é a história de uma mulher japonesa de 30 anos que passa sete noites na Tailândia. Uma história sobre a descoberta de um novo eu”.
A magreza da sinopse, contudo, esconde outro grande trunfo de Kawase, que aproveita o obstáculo da língua entre os personagens para captar aquilo que torna seu cinema tão essencial: a fluidez do desejo, a força do vento, o ritmo de uma dança, o aspecto físico do misticismo.
Como as palavras, aqui reduzidas a sons antes dos significados, a natureza em “Sete Noites” recupera uma perspectiva original, na acepção literal do termo, de uma origem primeira, prévia a qualquer esforço de simbolização.
Quando Kawase pega a câmera, o cinema reencontra sua originalidade, aquela mesma que foi sentida pelo público que viu um trem entrar numa estação num café parisiense há mais de um século.
dafwe
2 de jul. de 2009Postado por Luciano às 21:47 0 comentários
teste
29 de jun. de 2009O mundo do cinema é uma fábrica de notícias; São notas de produção, anúncios de novos filmes, fofocas de bastidores, lançamentos polêmicos, etc. Se você não quer ficar desatualizado, leia as notícias com freqüência.
Darren Aronofsky reiniciará franquia de “RoboCop”
26 de julho de 2008
A MGM anunciou durante a Comic-Com, maior convenção de cultura pop do mundo, que o cultuado diretor Darren Aronofsky irá reiniciar a franquia de “RoboCop”. A opção por Aronofsky é extremamente inusitada, uma vez que seus filmes (“Pi”, “Réquiem para um Sonho” e “Fonte da Vida”) não se aproximam em nada do estilo “entretenimento puro” da franquia “RoboCop”. Especula-se que o roteiro, de David Self (“Estrada para Perdição”), se situará nos dias de hoje, quando a cidade de Los Angeles decide reinstalar após 20 anos o programa do policial do futuro. O longa tem previsão de estréia para 2010.
Postado por Luciano às 15:41 0 comentários
